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11 ENSAIOSSérie

Caderno do Servidor Aumentado

Reflexões, métodos e experiências sobre como servidores e gestores públicos podem usar inteligência artificial para pensar, decidir e construir melhor — sem substituir julgamento, responsabilidade e conhecimento institucional.

Percurso editorial

Ordem recomendada de leitura

11 ensaios
  1. O que significa ser um servidor aumentado

    A inteligência artificial não substitui o servidor público. Ela amplia quem sabe compreender problemas, decidir e construir capacidade.

    Rodrígo Dell11 min de leitura
  2. O serviço público não precisa apenas de mais IA. Precisa de perguntas melhores

    A inteligência artificial produz respostas em segundos. O desafio do Estado é formular perguntas que revelem o problema antes de acelerar a solução.

    Rodrígo Dell10 min de leitura
  3. A inteligência artificial não conhece a sua instituição

    A IA pode produzir respostas tecnicamente corretas e institucionalmente inadequadas. O contexto local continua sendo responsabilidade do servidor.

    Rodrígo Dell10 min de leitura
  4. O órgão que corrige a IA está treinando o fornecedor

    A ANPD diz que faltam informações claras sobre o que acontece com o que se digita num prompt, e que transferir esse cuidado ao usuário não basta. Isso vale para dado pessoal. Para o critério que o órgão levou anos construindo, não existe regime nenhum.

    Rodrígo Dell10 min de leitura
  5. Adoção não é capacidade

    Métricas de adoção são fáceis de obter, verdadeiras e todas sobre o insumo. O caso do "95% dos projetos de IA fracassam" mostra o problema inteiro: o número mais repetido sobre adoção foi ele próprio adotado sem que quase ninguém verificasse o que media.

    Rodrígo Dell10 min de leitura
  6. O gasto de IA que ninguém empenhou

    O guia federal de IA apura o custo uma vez, na fase de estruturação, e monitora performance na sustentação — não consumo. As palavras consumo, inferência e token não aparecem nele. É onde o orçamento público e a cobrança por uso deixam de se encaixar.

    Rodrígo Dell10 min de leitura
  7. O prazo escolhe o problema

    Os Emirados anunciaram IA agêntica em metade do governo em dois anos, com o desempenho dos gestores avaliado pela velocidade de adoção. Quando o prazo é curto e o critério é velocidade, não se escolhe o processo que mais precisa mudar — escolhe-se o que cabe no prazo.

    Rodrígo Dell8 min de leitura
  8. Quem responde pela planilha que virou sistema

    O guia de IA generativa que o TCU escreveu para os próprios servidores já diz que permanece a plenitude da responsabilidade do autor, com ou sem IA, e manda registrar o uso corporativo e continuado. A redação existe. Falta aplicá-la fora do Tribunal.

    Rodrígo Dell9 min de leitura
  9. O computador está sempre certo, a menos que alguém prove o contrário

    Cerca de mil pessoas foram processadas e condenadas no Reino Unido com base nos números de um sistema que errava. O mecanismo que permitiu isso não era técnico: era uma regra sobre quem tinha de provar o quê.

    Rodrígo Dell8 min de leitura
  10. A ficha de um uso de IA

    Uma página, preenchida antes de um uso de inteligência artificial entrar em produção. Não é política, não é modelo de maturidade e não serve para pontuar ninguém: serve para que a decisão continue encontrável depois que quem a tomou sair.

    Rodrígo Dell7 min de leitura
  11. Uma IA que não decide nada

    Em 2024 a ferramenta Alice, da CGU, examinou mais de 161 mil processos de compras e isso resultou em 212 auditorias. A proporção é o ponto: o trabalho da máquina é triagem, e o julgamento continua sendo de gente.

    Rodrígo Dell5 min de leitura

O artigo resolve uma questão. O livro entrega o sistema.

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